Neste momento, o Senado do Paraguai discute se aceita a renúncia apresentada pelo presidente Santiago Peña ou se dá prosseguimento ao processo de impeachment aprovado anteriormente pela Câmara dos Deputados. Os senadores do Partido Colorado, ao qual Peña pertence, defendem que a renúncia seja aceita para acelerar a sucessão presidencial e permitir que o governo enfrente a crise. "Temos diante de nós a renúncia do presidente, e aceitá-la permite dar início, sem demora, à sucessão constitucional. Precisamos que assuma quem deve exercer a Presidência conforme a Constituição e atender imediatamente à crise em curso", disse o senador Carlos Núñez. "As famílias afetadas não podem esperar 10, 15 dias ou um mês para saber o que acontecerá em um julgamento político, porque esses são os prazos que podem ser necessários", acrescentou. A oposição, por sua vez, insiste na continuidade do impeachment para que Peña responda às acusações sem o foro privilegiado que receberia caso sua renúncia fosse aceita. "Não mintam para a população. Hoje querem mais uma vez atropelar o Congresso Nacional para aceitar a renúncia de um delinquente e, com isso, dar foro privilegiado a ele. Porque, a partir do momento em que a renúncia de Santiago Peña for aceita aqui, ele adquire foro parlamentar e se torna senador vitalício", disse a senadora Yolanda Paredes, do Partido Cruzada Nacional. O debate entre as duas posições continua neste momento.